COMENTÁRIO INICIAL: Clara nasce em Assis na Itália no dia 20 de Janeiro de 1193, em uma família nobre de cavaleiros muito poderosos. O ambiente da sua casa era dos mais opulentos de toda cidade. Seu pai era um conhecido cavaleiro de nome Offreduccio, sua mãe Hortolana era uma mulher nobre dotada de grandes capacidades humanas e de uma profunda fé cristã. Sem dúvida poderíamos vê-la como a senhora do palácio, rodeada pelo afeto e pela amizade de muitas aristocratas que frequentavam sua casa. Com essas nobres mulheres de fé fervorosa, com quem compartilhava os mesmos pensamentos e desejos, foi em peregrinação há vários lugares santos, como o Monte Gargano dedicado a São Miguel Arcanjo, que eram metas habituais da Idade Média, chegando até a Terra Santa.
Neste segundo dia da Novena em honra a Santa Clara rezaremos por todas as famílias, para que por intercessão de Santa Clara e de sua mãe Hortolana, recebam todas as graças e virtudes para cumprirem sua missão como pequenas Igrejas domésticas.
COMENTÁRIO APÓS A COMUNHÃO: Hortolana espera a sua primeira filha, e para ter um bom parto reza diante do Crucificado. A certa altura ouve uma voz que lhe diz: “vai nascer de ti uma luz que vai iluminar o mundo inteiro.” Depois de Clara vieram ainda Catarina e Beatriz. Hortolana transmitiu seu amor e sua fé as três filhas, porque nela havia uma harmonia de dotes humanos e espirituais, permitindo as filhas crescerem e se desenvolverem em um lar em que se sentiam amadas e respeitadas, com firmeza e doçura, aprendendo a contemplar o lado positivo da vida sem se esquecer daqueles que mais sofrem. A feminilidade, que Clara manifestará de modo tão relevante, tem na mãe a raiz e o exemplo. Ainda a capacidade de reunir tantas mulheres num clima fraterno teve o primeiro germe na relação calorosa e cheia de respeito vivida com a mãe e as irmãs, alargada a numerosas mulheres que estavam no palácio ou o frequentavam.
O Pai de Clara era um nobre cavaleiro, não foram conservadas sobre ele informações abundantes, mas como um cavaleiro da idade média sua ausência em casa por períodos prologados deixava aos cuidados da mãe a educação das filhas.
“Os pais, mediante o testemunho de vida, são os primeiros arautos do Evangelho junto dos filhos. Ainda mais: rezando com os filhos, dedicando-se com eles à leitura da Palavra de Deus e inserindo-os no íntimo do Corpo – eucarístico e eclesial. Como «pequena Igreja doméstica», a família cristã é chamada, à semelhança da «grande Igreja» a ser sinal de unidade para o mundo e a exercer deste modo o seu papel profético, testemunhando o Reino e a paz de Cristo, para os quais o mundo inteiro caminha.




