COMENTÁRIO INICAL: Depressa se sabe onde Clara se refugiou, no Mosteiro das Beneditinas, onde Francisco, já imaginando a reação dos parentes pede ajuda e asilo para Clara. Os parentes tentam fazê-la retroceder com lisonjas e promessas, porém, encontram-se diante de uma rocha inamovível.
Vendo o tio que nada poderia demovê-la de seu propósito, age com violência para arrancá-la de dentro do Mosteiro. Clara, agarra as toalhas do altar e, descobrindo a cabeça, mostra sua tonsura, seus cabelos cortados, sinal de sua consagração. Os seus que tem o sentido do sagrado, retrocedem à realidade de sua consagração a Deus. Por fim, os parentes sedem.
APÓS A COMUNHÃO: A estadia no Mosteiro das Beneditinas é curta, Clara, depois é levada por Francisco à Igreja de Santo Ângelo onde havia uma Comunidade de mulheres que viviam sua consagração, mas sem a obrigação da Clausura. Talvez Francisco quisesse que Clara tivesse contato coma as formas de vida religiosa da época, as antigas e aquelas que estavam surgindo. Finalmente Francisco a conduz a Igreja de São Damião, onde ali já com sua irmã mais nova Inês, e uma amiga da família iniciam uma nova Forma de Vida.
Catarina, irmãs mais nova de Clara, após quinze dias da fuga da irmã, também abandona a casa e os familiares para seguir Jesus Cristo. Os parentes ainda ressentidos com a fuga da primogênita, agem com mais violência contra Catarina, a ponto de feri-la fisicamente para demovê-la de seu propósito. Clara, vendo em perigo sua pequena irmã, suplica ao Senhor que a defenda, os parentes que tentam a todo custo arrastar Catarina, não conseguem movê-la do lugar, o corpo frágil e pequeno de Catarina pelas orações de Clara se tornara como um chumbo pesado.
Após a luta travada com os parentes e a vitória obtida, Francisco dá um novo nome a Catarina, chamando-a de Inês, porque a exemplo da pequena mártir romana Inês, ela havia resistido com coragem ao assalto dos parentes que queriam impedi-la de seguir a Jesus Cristo.




